Junta de Freguesia de Beduído

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Aviso à população

terça, 10 de fevereiro

PRECIPITAÇÃO, VENTO E AGITAÇÃO MARÍTIMA - MEDIDAS PREVENTIVAS

AUTORIDADE NACIONAL DE EMERGÊNCIA E PROTEÇÃO CIVIL

Av. do Forte | 2794-112 Carnaxide – Portugal
T.: 351 21 424 7100 | www.prociv.gov.pt

1. SITUAÇÃO

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, destacando-se:

– Períodos de chuva, por vezes forte e persistente, nas regiões Norte e Centro;
– Vento forte, com rajadas até 90 km/h nas terras altas do Norte e Centro;
– Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima;

Informação meteorológica em www.ipma.pt
Informação Hidrológica

De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) prevê-se, nos próximos dias, uma situação hidrológica potencialmente perigosa nas seguintes bacias/municípios:

– Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
– Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
– Rio Sorraia: Coruche, Benavente;
– Rio Sado: Alcácer do Sal; Santiago do Cacém; Grândola; Alvito; Ourique; Ferreira do Alentejo.

Recomenda-se ainda o seguimento da situação hidrológica devido ao risco de inundações nas seguintes bacias/municípios:

– Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
– Rio Águeda: Águeda;
– Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;
– Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; Esposende;
– Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
– Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;
– Rio Tâmega: Chaves, Amarante;
– Rio Lis: Leiria;
– Rio Guadiana: Alcoutim; Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Informação hidrológica em https://apambiente.pt

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

A precipitação intensa registada nos últimos dias provocou a subida dos caudais dos rios, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias. A continuação da precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, risco agravado pelas descargas das barragens espanholas, sendo expectável:

– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
– A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
– Solos saturados, o que resultará numa descida lenta da água que, neste momento, afeta as vias rodoviárias;
– A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal;
– Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água;
– Interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão;
– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.
– Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
– Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

– Garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
-  Evite o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;
– Não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Retire das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
– Restrinja ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias;
– Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas;
– Garanta a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
– Evite o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
– Feche e reforce estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
– Recolha estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;
– Fixe objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
– Tenha especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
– Não pratique atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
– Adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
– Esteja atento às informações da meteorologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.